quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Socialidade nas mídias


Universidade Federal da Paraíba
Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes
Programa de Pós-Graduação em Comunicação - PPGC

Disciplina: Socialidade nas mídias
Período: 2008.2 - Créditos: 4 - Carga horária: 60h/aula
Professor: Dr. Henrique Magalhães
(83) 8803.5030 – henriquemais@gmail.com


1. Ementa


As formas de agrupamentos sociais a partir das produções midiáticas alternativas. A estética das mídias comunitárias e sua diversidade: rádio e TV comunitária, grafite, teatro de rua, fanzine, quadrinhos, cartaz, mural.


2. Objetivos

Geral
Fomentar a discussão sobre as mídias alternativas e independentes e seu papel contestador, além de instrumento mobilizador dos grupos comunitários.

Específicos
Definir mídia alternativa e sua relação com a mídia de massa e a indústria cultural.
Investigar o alcance das mídias alternativas e seus vários campos de atuação.
Traçar um paralelo entre as mídias alternativas e os movimentos sociais.
Analisar a imprensa alternativa e sua força de resistência.
Situar as mídias alternativas frente às novas tecnologias.

3. Conteúdo programático

I – Alternativos e independentes:
1. O que é alternativo.
Conceitos sobre mídia alternativa.
2. Imprensa alternativa e outras expressões culturais.
Os tablóides e nanicos e a contraposição à ditadura militar.
Jornais e revistas de gêneros, etnias e resistência cultural.
3. Fanzines/cultura zine.
História dos fanzines no Brasil e no mundo. A cultura zine e a mídia.
4. Independentes e renovadores.
Quadrinhos além do mercado. A experimentação gráfica e textual.
5. Novos suportes imateriais.
Interfaces audiovisuais. Cinema, vídeo, jogos, internet.

II – Outras leituras em quadrinhos:
1. Underground & udigrudi.
A revolução da contracultura e sua expressão local.
2. O discurso político dos quadrinhos.
Quadrinhos contestatórios. Henfil, Quino, Lor, Rius.
3. HQ brasileira e resistência.
Pequenos editores e mercado.
4. Editoras independentes.
Novas frentes de produção, novo mercado.
5. Tiras como gênero jornalístico
As tiras e o discurso do quotidiano.

III – Culturas audiovisuais:
1. Cinema direto e indireto.
Documentário antropológico versus carnavalização.
2. Rádio e vídeo comunitários.
3. Artes gráficas e visuais.
4. Cultura popular e midiática.
5. Reinventando a folia.

4. Metodologia

O curso terá como base aulas expositivas com apoio de textos e materiais audiovisuais. Será incentivada a discussão a partir de leitura da bibliografia indicada, com exercícios individuais e apresentação de trabalhos em grupo. Os debates acontecerão por meio de seminários e mesas-redondas, com estímulo à participação da audiência.

5. Avaliação

Contará para a avaliação as atividades desenvolvidas em sala de aula, a participação em mesas-redondas e painéis. As apresentações devem ser seguidas de debates com a turma, bem como sugestões para reflexões futuras. Para a avaliação final do curso, cada aluno deverá apresentar um ensaio com abordagem pertinente ao conteúdo estudado.

6. Referências


ALBERNAZ, Bia, PELTIER, Maurício (orgs). Almanaque de fanzines: o que são por que são como são. Rio de Janeiro: Arte de Ler, s.d.
BAGNARIOL, Piero e outros. Guia ilustrado de Grafitti e Quadrinhos. Belo Horizonte: 2004.
BOURDIEU, P. Sobre a Televisão. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.
CALAZANS, Flávio Mário de Alcântara (org). As Histórias em Quadrinhos no Brasil: teoria e prática. Coleção GT Intercom nº 7. São Paulo: Unesp, 1997.
CIRNE, Moacy. História e crítica dos quadrinhos brasileiros. Rio de Janeiro: Fundação Nacional de Arte, Edição Europa, 1990.
DORFMAN, Ariel, MATTELART, Armand. Para ler o Pato Donald: comunicação de massa e colonialismo. São Paulo: Paz e Terra, 1977.
DOWNING, J.D. Mídia Radical: rebeldia nas comunicações e movimentos sociais. S. Paulo: SENAC, 2002.
FRANCO, Edgar Silveira. HQtrônicas: do suporte papel à rede Internet. São Paulo: Annablume; Fapesp, 2004.
GROENSTEEN, Thierry. História em Quadrinhos: essa desconhecida arte popular. Coleção Quiosque nº 1. João Pessoa: Marca de Fantasia, 2004.
GUIMARÃES, Edgard. Fanzine. Coleção Quiosque nº 2, 3ª ed. João Pessoa: Marca de Fantasia, 2005.
GUIMARÃES, Edgard. O que é História em Quadrinhos Brasileira. Coleção Quiosque nº 12. João Pessoa: Marca de Fantasia, 2005.
HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A Editora, 2000.
LIRA, Bertrand. No ar: as pequenas notáveis. João Pessoa: Marca de Fantasia; Editora Universitária UFPB, 1998.
LUYTEN, Sonia M. Bibe. História em Quadrinhos: leitura crítica. São Paulo: Paulinas, 1984.
MCCLOUD, Scott. Reinventando os quadrinhos. São Paulo: Makron Books, 2005.
MCLUHAN, Marshall. Os meio de comunicação como extensão do homem. São Paulo: Cultrix, 1979.
MAGALHÃES, Henrique. Humor em pílulas: a força criativa das tiras brasileiras. Coleção Quiosque nº 16. João Pessoa: Marca de Fantasia, 2006.
MAGALHÃES, Henrique. A mutação radical dos fanzines. Coleção Quiosque nº 9. João Pessoa: Marca de Fantasia, 2005.
MAGALHÃES, Henrique. A nova onda dos fanzines. Coleção Quiosque nº 7. João Pessoa: Marca de Fantasia, 2004.
MAGALHÃES, Henrique. O rebuliço apaixonante dos fanzines. João Pessoa: Marca de Fantasia/Editora Universitária, 2003.
MOYA, Álvaro de. História da história em quadrinhos, 2ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1993.
NICOLAU, Marcos. Tirinha: a síntese criativa de um gênero jornalístico. Coleção Quiosque nº 19. João Pessoa: Marca de Fantasia, 2007.
PIGNATARI, Décio. Contracomunicação. Debates, vol. 44, 2ª ed. São Paulo: Perspectiva, 1973.
PRADO, J.L.A. Crítica das práticas midiáticas: da sociedade de massa às ciberculturas. S. Paulo: Hacker Editores, 2002.SRBEK, Wellington. Quadrinhos & outros bichos. Coleção Quiosque nº 17. João Pessoa: Marca de Fantasia, 2006.

2 comentários:

Antônio disse...

Henrique e demais, espero que este seja um bom espaco para nossos demates! Essa ferramenta (o Blog) tem inumeras possibilidades.

Abracos!
Obs: estou com meu teclado desconfigurado, por...

Antônio disse...

So pra esclarecer, esse que deixou o recado sou eu, Lucas.Nao sei porque diabos saiu esse nome, Antonio...